Ana Vilma a quem o Tribunal de Cascais retirou as suas filhas para entregar ao pai agressor continua em greve de fome
6ª Feira, a partir das 9h junto à Assembleia da República manifesta a tua solidariedade junto desta mãe desesperada

Ana Vilma Maximiano, auxiliar de acção educativa, foi vítima de violência conjugal e o agressor que chegou a provocar-lhe um traumatismo craniano foi condenado a três anos de pena suspensa e ao uso de pulseira electrónica.

No dia 7 de dezembro de 2015, por indicação das técnicas da segurança social, o Tribunal de Cascais retirou-lhe as três filhas de 2, 3 e 5 anos para as entregar à guarda do pai agressor, por um período de 6 meses, custódia renovada na semana passada pelo mesmo tribunal. Desde que lhe foram retiradas que Ana Vilma nunca mais viu as três filhas.
Infelizmente este não é um caso único e este tipo de atuação começa a fazer caminho na magistratura portuguesa. Várias associações, entre as quais a UMAR, têm manifestado o seu desacordo, indignação e repúdio por essas decisões.

Lamentamos a manutenção de um quadro legal que legitima, porque nele se fundamentam, as decisões que revitimizam as mulheres e o negar que a violência que contra estas exercida em nada afecta as crianças que a testemunham. Esse mesmo que permite concluir, sem dúvida, que um pai agressor é, um bom pai.

Ana Vilma decidiu iniciar um protesto com greve de fome junto do Tribunal de Cascais, do Conselho Superior de Magistratura e estará na 6ª feira a partir das 9h junto à Assembleia da República.

Os direitos de Ana Vilma Maximiano, enquanto cidadã e mulher têm vindo a ser violados.

A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta apela às mulheres para estarem na próxima 6ª feira, dia 24 de junho, a partir das 9h, junto a Ana Vilma em solidariedade com o seu protesto.

Lisboa, 23 de junho de 2016