Somos Cidadãs, pois claro!
A linguagem faz a diferença!
Nomear as mulheres, sempre foi uma luta das feministas contra a sua invisibilidade histórica e o silenciamento.
Durante muitos anos as mulheres foram submersas numa linguagem pretensamente neutra, o "falso neutro", onde o masculino dominava e ainda domina.
Há quem pense que esta é uma luta que não faz sentido.
No entanto, a dimensão cultural em que a linguagem se insere é fundamental para a luta contra a opressão, contra os estereótipos e os preconceitos. As palavras/linguagem dão sentido às nossas experiências de vida e é através delas que construímos as nossas subjectividades. Esta dimensão cultural não é apenas importante na luta social pela Igualdade de Género, mas foi e continua a ser crucial na luta pelos direitos humanos. Por exemplo, no movimento pelos direitos civis, contra o racismo e a xenofobia, podemos recordar a importância da palavra de ordem "Black is beautiful" para resgatar o sentido positivo para a palavra negro.
Também queremos aqui resgatar a linguagem inclusiva que é a única forma de representar os sujeitos do sexo feminino.
A proposta do "Cartão de Cidadania" insere-se nesta luta por uma linguagem não discriminatória.
A UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, reunida em Assembleia Geral de dia 23 de abril de 2016, decidiu apoiar a proposta de um "Cartão de Cidadania".
A UMAR surpreende-se pelo facto de 40 anos depois da Constituição onde se estabeleceu a igualdade de direitos entre mulheres e homens, tenham surgido reacções tão negativas a esta proposta.

Lisboa, 23 de abril de 2016
A Mesa da Assembleia Geral da UMAR

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