Aborto

Sim ao referendo para alterar a lei
Não mais adiamento

 

Nunca se esteve tão próximo de acabar com uma lei que tem causado um dos maiores sofrimentos das mulheres portuguesas ao longo de décadas.
Desaproveitar esta oportunidade seria um erro político dos partidos que à esquerda ganharam a confiança política dos eleitores e eleitoras. Saudamos a posição dos partidos, que tendo-se comprometido com o referendo para alterar a lei, estão a enveredar todos os esforços para que este se realize antes do Verão. A vontade política para que este grave problema da sociedade portuguesa se resolva tem de encontrar também eco no Presidente da República. E esperamos poder contar com essa decisão favorável não empurrando o referendo para datas incomportáveis, adiando mais uma vez o que não pode ser mais adiado.
"Tréguas judiciárias" ou outros expedientes são propostas para adiamento do problema. Pode-se evitar a ida de mulheres a tribunal, mas a questão de fundo fica por resolver: a clandestinidade, o aborto feito sem segurança que leva muitas mulheres às urgências dos hospitais, colocando-as na situação de "fora da lei", humilhando-as, porque não podem exercer um direito que é seu. Decidir interromper uma gravidez que não desejam é um direito civilizacional negado há dezenas de anos neste país.
Há quem tenha medo do referendo. A direita não quer o referendo porque sabe que estão criadas as condições para que o venha a perder. É possível derrotar nas urnas o conservadorismo e as posturas fundamentalistas sobre as quais sectores católicos progressistas se têm vindo a demarcar.
Está na hora de resolver de uma vez por todas
o que não pode ser adiado.

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