Aborto - Mulheres reféns de um referendo sem data marcada
A posição assumida pelo engenheiro Sócrates coloca as mulheres portuguesas reféns de um referendo sem data marcada.
A UMAR esteve de acordo com uma consulta popular desde que esta fosse realizada até ao final de 2005. Desconhecemos o que significa a "paciência democrática " invocada pelo senhor primeiro ministro, quando está em causa a saúde e vida de mulheres que continuam a ter que abortar na ilegalidade e insegurança. Quando está em causa o julgamento de mulheres por aborto. Quando está em causa a imagem de um país que em 2007 vai assumir a presidência da União Europeia.
O Partido Socialista tinha todas as condições para decidir que o processo legislativo de alteração da lei prosseguisse no Parlamento, dado que as suas iniciativas para o referendo tinham falhado sem que tal tivesse sido atribuído a responsabilidades suas.
Não o quis fazer. Assumirá as responsabilidades históricas desse seu acto que as forças de direita glorificam, exaltando hoje um referendo que têm vindo a recusar.
Pela nossa parte, continuaremos a lutar, como o vimos fazendo há quase 30 anos, para que as mulheres portuguesas tenham a dignidade de poder decidir por uma maternidade livre e consciente.

29 de Outubro de 2005

P'la Direcção da UMAR
(União de Mulheres Alternativa e Resposta)